E está chegando ao fim a semana mais longa dos últimos tempos. Sim, porque prá mim essa semana começou na semana passada e durou 15 dias. E foram 15 dias longos, pesados e difíceis. Com notícias preocupantes (que não são sobre mim diretamente, por isso não compartilho) e meu corpo e minhas emoções reagindo a isso de uma maneira não muito, digamos, confortável.
Desde o fim do Carnaval estava sentindo uma dor no peito e nas costas que até me deixaria mais preocupada, não soubesse eu que sou a rainha da somatização. Quando é assim, já sei bem, não há o que fazer a não ser me respeitar e deixar o tempo passar. Na quarta à noite estava tudo tão complicado que cheguei a cogitar ir a um médico só prá ver isso. Esse semestre a quarta é meu dia mais pesado e a aula que dei à noite foi deliciosa, mas cansativa demais. Cheguei em casa morta.
Por sorte, ontem acordei renovadíssima. Nada de dor, o cansaço excessivo tinha sumido e eu coroei meu alívio com ótimas notícias (aí sim minhas): peguei o resultado de exames que fiz no início da semana e descobri que meu cortisol caiu de 210 prá 28 (o limite é 19). A alegria vem do fato de ter aprendido que o cortisol é um hormônio envolvido na resposta ao stress. E os resultados anteriores provam o que eu já sabia: estava estressadíssima e tendo muita dificuldade prá lidar com meu cotidiano de maneira saudável.
A mudança começou no ano passado, quando resolvi voltar à nutricionista maravilhosa, e estou começando a ver os resultados agora: cortisol em 28 ainda está acima do normal, eu sei, mas foi uma redução maravilhosa, não foi? Estou feliz. E pensando que se ele está assim após tantos dias em que estive preocupada, estressada e triste, é até possível que a situação esteja melhor do que a que apareceu no exame.
Enfim, provando aquilo que eu já sei mas às vezes esqueço, esses dias foram a comprovação de que a vida muda, é feita de coisas boas e ruins o tempo todo e o seu movimento mais natural é mais próximo de uma montanha russa do que de um carrossel. Estou feliz por estar, cada vez mais, aprendendo a lidar com isso. É como me sinto.
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